A Suiça se prepara para a febre dos frangos

BERNA. (03.10.09) O Conselho Federal não quer ver-se surpreendido pela epidemia da febre aviária e daquí até o final do ano vai decidir as medidas a serem tomadas para prevenir a entrada do vírus no país. Pelo momento, o Executivo já aprovou o envío de 4,8 milhões de francos para deter a expansão da praga na Ásia.

O dinheiro vai ser entregue a Organização para Alimentação e Agricultura da ONU, que é a agência encarregada de coordenar a luta contra a febre dos frangos na Ásia. " O ideal sería frear a epidemia na Ásia", disse o diretor do Departamento Federal da Saúde, Thomas Zeltner, aos meios de comunicação.

No ano de 2004 já se estabeleceu uma proibição para a importação de produtos avícolas procedentes dos países afetados pelos vírus, mas agora o Conselho Federal quer reforçar os controles dos aereoportos para evitar a entrada de animais da região que possa apresentar a gripe.

Faz uma semana que se analisam os pássaros migratórios que estão chegando a Suiça. Segundo Hans Wyss, diretor do Departamento Federal de Veterinária, esta medida é somente preventiva. A transmissão do vírus a animais comestíveis é muito improvável, já que estes não entram quase em contato com as aves migratórias.

Zeltner recordou que no mundo sómente há 116 casos em que os víris passam das aves ao homem. "Seguimos falando de uma epidemia animal", disse o diretor do Departamento de Saúde, mesmo que tão pouco descartou que se produza uma mutação do vírus que faça que se transmita mais fácilmente de animais a pessoas e de pessoas a pessoas.

Se a mutação desencadeia uma pandemia, a Confederação Helvética está preparada para afrontar a crise. As reservas de medicamentos antivírus Tamiflu chegam atualmente para um quarto da população. Quantidade suficiente para tratar os enfermos e garantir a profilaxia entre o pessoal médico.

O Governo central tem que desenhar uma estratégia com os Cantões para dividir o antivirus em caso de emergência. A divisão do Tamiflu entre a população é a única opção válida pelo momento. Zeltner desaconselha ter o antivírus em casa pelos efeitos secundários do medicamento. E pelo momento não se encontrou um vacina para o virus H5N1, conhecido popularmente como a febre dos francos.

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arlete f. kaufmann

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