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Milhares de paquistaneses terão que passar o inverno em tendas. As organizações humanitárias temem que muitos dos refugiados mais débeis não cheguem ao final da temporada de frío. BERNA. (08.12.05) Dois meses depois de acontecer o terremoto que se cobrou 73.000 vidas humanas entre Paquistão e Afganistão, a situação segue sendo muito crítica na zona. Muitos dos afetados não conseguiram encontrar abrigo sob um teto firme e dependem ainda hoje da pouca proteção que podem dar as tendas de emergência. A Organização Internacional para Migração (OIM) já assinalou que a maioria das barracas que se distribuem a cerca de 3 milhões e meio de desamparados não resistem as acometidas do inverno nas zonas mais afetadas. A Direção Suiça para o Desenvolvimento e Cooperação (DEZA) avisou por sua vez de que se não se produzir uma segunda ajuda humanitária muitos dos afetados não sobreviverão a temporada de frio. O tremor de outubro cobrou cerca de 73.000 vidas humanas e 3 milhões e meio de pessoas ficaram sem casa. As regiões mais afetadas se encontram no noroeste do Paquistão na zona paquistã de Kaschmir. snc português: arlete f. kaufmann |