|
|
|
|
|
Os casos de Malí e Nigéria : A contribuição da Suiça na luta contra a fome BERNA. (05.08.05) A Direção para o Desenvolvimento e Cooperação da Suiça (DEZA) gastou desde meados a desta primavera mais de um milhão de francos para combater a onda de fome que está assolando a Nigéria. A ajuda humanitária suiça já estava na zona antes que começasse as crises alimentícias e as Nações Unidas lançaram um grito de auxílio. Além de financiar os projetos de cooperação habituais, a DEZA destinou 832.000 francos para os programas que cobrem as necessidades básicas dos mais afetados pela seca da Nigéria e, ademais, entregou outros 400.000 francos para ajuda alimentícia em Malí. Estas ações são um esforço complementário do Departamento de Cooperação da DEZA para combater a fome que está assolando Malí e a Nigéria. Esta ajuda pretende consolidar os efeitos dos programas que estão levando a cabo entre as comunidades agrárias e os rebanhos. O trabalho se realiza em cooperação com as associações e as organizações não governamentais locais e sob a coordenação da ONU e dos Governos estatais. Caem os preços da carne no mercado Ikarfane O ano de 2004 passará a história da Nigéria, país da África Ocidental, como outro ano mais com uma crise alimentícia. As prontas chuvas de verão passado, que criaram condições idôneas para a reprodução dos gafanhotos, e a suspensão abrupta das chuvas a princípios de outono foram as principais causas da insuficiente colheita.Este é o fato que os preços do mercado de grão e os cereais subiram como a espuma e que a população se alimentasse sobre tudo com carne de vitelo e de cabra, reduzindo enormemente as existências deste setor. Os mais afetados destas crises são, como sempre, os mais desfavorecidos, que no total representam em 35% da população total da Nigéria, com o que estamos falando de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas desnutridas. Mas, estas condições precárias não são uma anomalia no segundo país mais pobre do mundo, daí que a DEZA haja decidido intervir com ajuda humanitária tão prontamente quando se produziram os primeiros indícios da crise. A principal meta da DEZA é equilibrar de novo os mercados, onde agora mesmo os preços dos cereais são proibitivos e os da carne estão no chão. O dinheiro destinado as organizações não governamentais locais fez com que o pessoal humanitário na Suiça, ou no próprio país, se centre principalmente em três campos de atuação: • Proteção da população mais debilitada. • Estabilização dos ganhos de existência • Assegurar a próxima colheita. Os fundos da DEZA acabam concretamente nas seguintes ações do Governo: na melhoria das condições de vida da população rural através da venda de produtos básicos a preços acessíveis; na manutenção das existências de rés e cabras através de doação de comida substitutiva, com o que se consegue que uma família não venda suas vacas por preços de pechincha; no saneamento do solo através da plantação de batatas doces e mandiocas, que ao mesmo tempo gera recursos financeiros alternativos, e, finalmente, nos trabalhos de melhoramento das rotas de transporte, que sempre causam danos na época de chuvas. Quatro familias dividem-se a ajuda recebida Graças a iniciativa da DEZA, cerca de 70.000 pessoas das regiões de gado de Filingué e Dakoro receberam algum tipo de ajuda financeira e se pode preservar uma parte das existências de ganho. As manadas também existentes se trasladaram ademais ao norte e conseguiram novo terreno para cultivar, o que vai beneficiar a outras 17.000 familias. Por último, outro projeto helvético fez que cerca de 5.000 pessoas da região agrícola Guidan Reoumji hajam podido comprar cereias a baixo preço. Em Malí, a DEZA distribui desde de dezembro de 2004 alimentos as populações das regiões de Tombuctú, Kayes e Mopti. Os programas de coperação helvéticos cobrem as demandas alimentícias básicas (principalmente cereais) de umas 50.000 pessoas. Em março passado, o Departamento de Cooperação começou um projeto alimentício por um valor total de 306.000 francos com as Autoridades locais de Bamako. Fundos que se unem aos 55.000 francos oferecidos já anteriormente a Caritas e os 55.000 francos que a DEZA inverteu em produtos lácteos para o país. snc português: arlete f. kaufmann |