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"Morte de um Miliciano" de Robert Capa

Documentário hispano-suiço sôbre a

Guerra Civil Espanhola

snc/ miguel otero

snc em português/ arlete f. kaufmann

MADRID. (22.11.04) O diretor alemão, radicado em Almería, Jan Arnold, apresentou em Córdoba a pré-estréia mundial de seu longa metragem documental "Heroes Never Die" (Os heróis nunca morrem) da coprodução hispano-helvética- francesa e traz a fotografia de Robert Capa " A morte de um Miliciano" imortalizada em setembro de 1936 na Guerra Civil Espanhola.

Jan Arnold, é mesmo filho de um fotógrafo de guerra, e estudou o sucesso rápido que fez famoso o fotógrafo Robert Capa e ao suposto miliciano que morre em plena batalha contra as tropas de Franco em Cerro Muriano de Córdoba, Federico Borrel "Taino", durante dez anos e mostra agora o grande ecrã de conclusões de sua investigação.

O filme, como aponta o próprio diretor, é " um convite para reflexionar sobre a guerra e uma contribuição a cultura da paz" que conta com numerosas testemunhas da época naturais de Cerro Mariano, correspondentes de guerra como Gervásio Sanchez e políticos destacados como Julio Anguita, mas que tampouco escapa a polêmica de fotografia de Capa é uma mera amostra em cena como assinala o biógrafo do fotógrafo Alex Kershaw.

Arnold esplicou que "se estivessemos vivendo em paz, meu filme seria uma anedóta", mas , segundo relata que na fita o anarquista alicantino Alfonso Bañó, "formamos parte de um todo em um mundo e não podemos esconder este anos do desastre absolutro". Para o diretor alemão, "não existe o passado. Vivemos em uma contemporaneidade permanente. As guerras do passado lançam suas sombras sobre o presente e os conflitos de hoje são as guerras de amanhã".

O documentário "Os heróis nunca morrem" chegará aos cinemas de Espanha e Suiça em fevereiro de 2005 e conta com muitas possiboilidades de ser selecionados para a próxima edição de a "Berlinale".