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Café
com o Esportista
Um
talento do futebol brasileiro faz fama na Europa. Agora em Basel
no FCB.
snc
entrevista:
arlete f. Kaufmann
O
atacante carioca Eduardo Adelino da Silva, 25 anos do signo de
Libra começou no futebol bem garoto no Rio de Janeiro. Iniciou no
Olaria um clube pequeno do Rio e depois passou como profi no Vasco
da Gama e saiu do Brasil com apenas 19 anos para jogar na Bélgica
e depois na França. Agora em Basel no FCB. É o filho caçula de
uma familia de mais dois irmãos e duas irmãs e quatro sobrinhos.
Você
imaginava ser um jogador de futebol?
Eu
sou um esportista por natureza, mas sempre sonhei ser um jogador
de futebol, mas você sabe não é fácil tornar-se um
profissional, graças a Deus eu consegui e quero manter-me assim
até quando eu puder.
Você
tinha alguém na família profissional do futebol?
Não,
meus irmãos tentaram sair do Brasil para jogar mas não deu
certo e também a saudade da família fizeram com que
retornassem.
Qual
seu grande ídolo do futebol?
Como
jogador Romário e como pessoa Ronaldo, que é uma criatura
simples que não somente o brasileiro mas o mundo todo gosta, da
pessoa que êle é.
Quem
te deu a grande chance?
Bem,
acho que foi o meu próprio trabalho que chamou-me a Europa.
Fiquei três anos na Bélgica trabalhei firme por lá e tive a
oportunidade de vir a França por onde estive dois anos. Mas
futebol é assim, as vêzes a gente pensa de uma forma e no
final acontece outra coisa.
Você
já esteve contundido por muito tempo?
Nunca
fiquei por muito tempo sem jogar, graças a Deus.! No máximo
estive uma semana ou quinze dias parado.
Como
você está sentindo-se por aqui com um idioma mais difícil?
Acho
que Basel com as fronteiras com a Alemanha, França além da
multiculturalidade, espanhola, italiana, brasileira e as pessoas
falam quase sempre o francês não vejo muita dificuldade.
Naturalmente o idioma alemão é difícil mas como falo o
francês não tenho muitos problemas. Tenho me adptado bem.
O
FCB é um time que vem somando vários títulos, qual é o teu
grande sonho após este?
Como
sempre é o sonho de todo o jogador. Jogar na seleção
brasileira. Mas como já disse saí jovem do Brasil e fiz minha
fama na Europa e assim fica muito difícil entrar como atacante
da seleção já que no Brasil há muitas "feras"
jogando e quando você se faz no Brasil se tem mais chance de
jogar na seleção.
Você
sente-se à vontade por aqui?
Sim,
o pessoal tem sido maravilhoso comigo. Aos poucos a gente vai se
conhecendo mutuamente.
Quanto
tempo é o teu contrato com FCB?
É
um empréstimo de um ano e não sei ainda como vai ser no
futuro. Se êles gostarem de meu trabalho com certeza vamos
sentar para conversar.
Qual
é o músico brasileiro que gosta de ouvir?
Djavan
e o rítimo o Pagode.
O
melhor livro?
De
Paulo Coelho.
Melhor
prato?
Feijoada.
Mas já ouvi dizer que por aqui já se acha a picanha.
Onde
vai morar em Basel ou em Basiléia?
Acho
que em Basiléia.
Quando
viaja para o Brasil?
Acho
que em Dezembro quando terminar o campeonato. Mas também espero
voltar a jogar aqui.
A
maior alegria?
Minha
maior alegria foi o nascimento de minha filha Eduarda, que está
agora com oito anos. E depois como Profissional do Futebol.
O
que você diria à um jovem iniciante do futebol?
Que
não pare de estudar, força de vontade, responsabilidade pois o
esporte muitas das vêzes pode tirar o jovem do mal caminho.
Você
tem alguma pergunta a nós jornalistas?
Sim,
como vocês fazem para suportar o frio ? (risos)
R.
Com o calor dos amigos que a gente foi fazendo por aqui.
Esperamos
também que você faça muitos amigos e desejamos "Boa
Sorte"!
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