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Grafik: IMES

A consulta popular de 26 de setembro

A nova Lei de Nacionalizações Por que é necessária esta revisão?

Qualquer pessoa que queira adquirir hoje em dia o passaporte suiço tem que passar por um largo e tortuoso processo burocrático, e, segundo a localidade, tem que realizar um grande desembolso econômico. O caminho, dividido em tres instâncias, o Governo Central, a Administração cantonal e a própria Junta, pode durar anos, e em muitas ocasiões, os distintos departamentos comprovam os mesmos dados várias vezes.O processo é complicado e traz consigo grande quantidade de trabalho administrativo. Os prazos mínimos de residencia para adquirir a nacionalização variam segundo o Cantão e podem ir de dois a doze anos. Ademais há Municipios e Cantões que cobram alguns mils francos pela taxas de nacionalização.

snc português: arlete f. kaufmann

Esta maneira burocrática é frustante, sobre tudo para aqueles jovens estrangeiros que nasceram ou se criaram na Suiça e que somente se diferenciam de seus companheiros de escola ou trabalho por não ter a nacionalização helvética. O largo processo administrativo que existe hoje não faz mais do que deitar em terra as ilusões destes jovens, que não querem mais converter-se em cidadãos suiços com plenos direitos.

O Conselho Federal e o Parlamento do país querem acabar com estes obstáculos. O objetivo dos máximos órgãos do Estado é proporcionar aos jovens estrangerios da segunda e terceira geração a possibilidade de participar na vida social e política da Suiça com os mesmos direitos e deveres que seus concidadãos.

Como sucede com os demais solicitantes da nacionalidade suiça, os jovens estrangeiros de segunda e terceira geração somente deverão adquirir o passaporte suiço quando falem alguma das linguas nacionais e quando haja prova evidente que respeitem a ordem jurídica. Somando-se a agilização, estes requisitos se seguirão comprovando até o mínimo detalhe no processo de nacionalização.

Mais da metade dos Cantões da Confederação Helvética já introduziram medidas para agilizar os processos de agilização dos jovens estrangeiros de segunda geração. As regras seguem sendo as mesmas, mas há diferenças nos distintos trâmites administrativos. É por isto, que o Bund (Governo Central) quer introduzir um sistema unitário para toda a geografia do Estado.Já que, isto sim, se põe em dúvida a responsabilidade central dos Cantões.

Se votará pelo seguinte:

• Nacionalizações mais fáceis para a segunda geração de imigrantes

A primeira das propostas que se apresentam ante o povo soberano pretende introduzir um processo de nacionalização agilizado unitário em todo o país para os jovens estrangeiros de segunda geração. Os estrangeiros entre os 14 e os 24 anos de idade que hajam ido pelo menos 5 anos a escola obrigatória suiça e que tenha uma permissão de permanência por residência no país poderão solicitar este processo de nacionalização agilizado.A maiores, os solicitantes terão que estar registrados no municipio em que apresentam a petição pelo menos desde faz dois anos, terão que provar que estão perfeitamente integrados na sociedade, que dominam alguma das quatro linguas nacionais do país que respeitem a ordem jurídica suiça.

• O processo agilizado

A primeira proposta pretende melhorar os trâmites da nacionalização. O processo atual é demasiado confuso e leva a um trabalho burocrático, já que vários departamentos administrativos comprovam o nível federal, e delegar a responsabilidade nos Cantões e Municipios.

• Direito a nacionalização nos nascimentos de terceira geração

A primeira das propostas se centra nos imigrantes de segunda geração e nos trâmites a burocráticos, a segunda proposta faz fincar o pé no imigrantes de terceira geração que nascem na Suiça. Nestes estão incluidos os mais ligados aos país que seus pais, dai que, seus pais estão de acordo, que possam adquirir a nacionalidade suiça tão rápido como vejam os primeiros raios de luz.

Ao contrário, não se votará sobre este outro:

Em 26 de setembro não se votará sobre o direito a recorrer as decisões de nacionalização, que tanta polêmica suscitou o passado verão, depois de que o Tribunal Federal emitir duas sentenças a favor dos solicitantes. O referendum tampouco aborda a questão de se as nacionalizações via urna estão legitimadas ou não. Ambas questões estão neste momento na fase de consulta parlamentar e no tempo nos dirá como se vão solucionar.

O calendário a seguir

A consulta popular sobre as propostas referentes a segunda e terceira geração de imigrantes se produzirá, como já se há anunciado, em 26 de setembro de 2004.

O Parlamento já há aprovado as leis de execução correspondentes as modificações da Constituição, para que ficam fixados de ante mão os detalhes do decreto. Assim, por exemplo, a redução no prazo mínimo de 8 anos (destes, tres anos no Cantão) não se incluirá na Constituição e somente estará na Lei. De todas as formas, os prazos de referendum para as leis de execução, somente começara a contar enquanto se aprove a revisão da Constituição.

O pacote completo, no caso de que o soberano aprove a revisão, claro está, entrará em vigor previsivelmente no ano 2006.

As taxas de nacionalizações

O que está claro é que se modificará o artígo da Lei correspondente as taxas administrativas do processo de nacionalização.Neste caso não é necessário mudar a Constituição e não se apresentou nenhum referendum sobre esta questão. O novo artigo estabelece que as nacionalizações, em todo o território nacional, não podem custar mais de uns quantos centos francos. A modificação entrará em vigor previsivelmente tambem em 2006.

Fonte: IMES (Departamento Federal para Imigração, Integração e Emigração)