Os acontecimentos mais

destacados da Suiça sob a

Lupa...

snc investiga para que você

possa estar melhor

informado...

snc-reportagens >>>

 

Seguem as manifestações a favor da abolição dos vistos para os extracomunitários que vivem na Suiça e querem entrar na União Européia, na Confederação Helvética se produzia a "crises das carteiras fronteiriças"... 

(Foto: Mazlum Kilinc)

Os imigrantes das zonas fronteiriças não sabiam a quem tinham que acreditar referente aos vistos Chengen

Sim, não faz falta mostrar um convite para visitar a Alemanha! A embaixada da Alemanha se desculpou e o problema foi resolvido

Há uma pergunta que nos preocupa faz tempo: Quando vai deixar a União Européia de pedir vistos aos extracomunitários que vivem na Suiça? Se esta é uma questão difícil de responder, a coisa se complicou mais quando as autoridades alemãs e suiças começaram a falar de vistos especial Schengen. A Suiça anunciou a introdução de um visto especial para os residentes que não são da União Européia e que vivem nas zonas fronteiriças com a Alemanha. As Autoridades teutônicas, ao contrário; declararam que não havia nada disto, e segundo se falava com diferentes membros da embaixada da alemanhã na Suiça e se recebiam distintas interpretações sobre o assunto. A confusão chegou a seu fim em 08 de junho de 2004, dia em que o responsável pelos meios de comunicação da embaixada alemã, Wolfgang Spliesgart, expôs a posição da Alemanha em relação aos vistos Schengen. A partir de agora já é oficial, os imigrantes extracomunitários que vivem perto da Alemanha já não vão nessecitar um convite expresso para obter um visto.

snc português: arlete f. kaufmann

"As pessoas estrangeiras pertencentes a terceiros Estados (como por exemplo os da Turquia, dos países da ex-Yugoslavia) que habitam nas zonas fronteiriças com a Alemanha podem pedir desde agora em diante um visto especial com processo acelerado na Embaixada da Alemanha. Este visto, que segundo o estatutos do imigrante, pode chegar a ter uma validade de 5 anos, permite a entrada a qualquer país da União Européia que pertença a área Schengen, ja que a saida da Suiça sempre se tem que realizar pela Alemanha".

Estas são as palavras textuales que apareceram no boletim de imprensa de 11 de março no Departamento Federal para Imigração, Integração e Emigração (IMES) referente ao tema dos vistos com processo acelerado. A IMES indicou que o visto especial já estava a disposição dos usuários e que se podia pedir uma entrevista na Embaixada da Alemanha para solicitar-lo através do seguinte número de telefone: 0901 577 077.

A Alemanha surprende a todos: Não se elimina o visto Schengen, somente a carteira fronteiriça

Os cidadãos estrangeiros que residem na Confederação Helvética e que não procedem de nenhum país da União Européia estão pedindo faz tempo que se elimine para eles o visto Schengen, daí é que a Alemanha decidiu no último agosto "eliminar as carteiras fronteiriças, mas não o visto" a surpresa foi enorme. Os imigrantes extracomunitários que vivem nas zonas fronteiriças com a Alemanha tiveram uma decepção. Agora, para realizar uma simples compra do outro lado da fronteira, havia que solicitar o visto Schengen.

Um visto sem nenhuma lógica

Depois de tomar esta surpreendente decisão, as pessoas que chamaram a embaixada da alemanha para pedir uma entrevista para solicitar o visto perderam bastante dinheiro.Os solicitantes tiveram que esperar tanto tempo ao telefone que as faturas chegaram até os 100 francos. Sob estas circuntâncias, ficou claro que o visto Schengen não era a solução adequada para aquelas pessoas que somente queriam passar a fronteira para comprar "um pouco mais barato". Ademais, a coisa não somente consistia em esperar durante meses para obter uma entrevista, os responsáveis da Embaixada da Alemanha em Berna pediam aos solicitantes um convite expresso da Alemanha para chegar ao país. E a pergunta que nos vem a cabeça é: Como se pode conseguir um convite para ir as compras na Alemanha? Porque uma coisa está clara, um simples papel escrito por um comerciante da região fronteiriça alemã que diga: "convido ao portador deste escrito a prosseguir comprando em meu local suas salsichas, suas pimentas e o queijo de cabra" não se considerará de nenhuma maneira um convite formal.

Um gol na própria porta

A postura deste assunto na Alemanha se pode pegar como uma piada de mal gosto. E o gracioso é que o tiro saiu pela culatra, já que a causa da eliminação da carteira fronteiriça, a avalanche de compradores da Suiça chegou ao seu fim, e as consequências para a economia da zona fronteiriça teutônica foram consideráveis. Reações dos leitores. O comunicado de imprensa do IMES de dizia que as pessoas extracomunitárias que viviam perto da fronteira alemã podiam pedir um visto Chengen com processo acelerado foi traduzido por snc em turco, albanês, curdo e serbio-croata, mas as esperanças dos imigrantes vieram a baixo poucos dias depois e as lamentações não se fizeram esperar. Muitos chamaram ou escreveram a redação dizendo que a embaixada da alemanha não confimava a informação e alguns pusaram inclusive em entreditos a credibilidade da agência Soliday News Centre (snc). Os periódicos e as revistas turcas tambem tiveram que suportar as mesmas queixas e ao editor do jornal turco Merhaba, Bektas Petek, não restou-lhe outro remédio que voltar a publicar integralmente a nota oficial da IMES para tirar as dúvidas a seus leitores. O mais surpreendente de todas as formas era que os membros da embaixada da alemanha ofereciam distintas informações aos solicitantes de visto. A alguns foi dito que a carteira fronteiriça seguia vigente, a outros que já não tinha validade e a outros terceiros se comentou que o visto de processo acelerado somente valia para a Alemanha. Pouco depois se descubriu que alguns dos empregados da embaixada não tinham nem a mais remota idéia de como andava o processo. A alguns dos imigrantes se indicou que tinham trazer à entrevista um convite expresso, e a outros se comentou que "não seria mal" se pudessem conseguiria. Quem inventa coisas? Os imigrantes ou os membros da Embaixada? Chegou um momento em que os redatores da snc se deram conta de que era impossível que tantos imigrantes inventassem a mesma história. No período de um mes, a redação da snc chamou 40 vezes, e em diferentes dias da semana, o número para informação e entrevistas da Embaixada da Alemanha em Berna, é dizer, ao citado número 0901 577 077. Logicamente os redatores nunca chamaram como periodistas, senão como simples imigrantes, residentes na zona fronteiriça, e que queriam obter informação sobre o visto especial. Os empregados da embaixada confirmaram totalmente as queixas dos imigrantes. No caso todas as 40 chamadas que se efetuaram, a informação que se oferecia era distinta. Na conclusão, as chamadas ao serviço de informação da embaixada, com um custo de 3 francos por minuto, somente transmitiam aos imigrantes informações errôneas e a maior confusão. Quem disse a verdade? o IMES ou a embaixada da alemanha? Stephan Häberli e Wolfgang Spliesgart tem sido as pessoas chaves para chegar ao fundo desta questão e encontrar uma solução. Por parte da Suiça, e na representação do IMES, Häberli é a pessoa encarregada de oferecer a informação oficial. Spliesgart, ao contrário, está a frente do Departamento de Imprensa da Embaixada da Alemanha em Berna. Em um primeiro momento, Stephan Häberli declarou que as informações oferecidas pelo IMES eram verídicas e o problema estava na parte alemã. Outros empregados do IMES avaliaram esta postura alegando que o problema estava resolvido com a anulação da carteira fronteiriça. A partir deste instante a solução estava em um visto acelerado, sem convite, para todas aquelas pessoas extracomunitárias que viviam nas zonas fronteiriças. Os representantes do IMES assinalaram que os comunicados do organismo federal sempre se realizam por escrito e "se houvesse uma ratificação, tambem se faria por escrito".

Em que ficamos? "Primeiro se tem que produzir a entrada pela Alemanha" ou "com este visto podem entrar na Alemanha, mas não em outro país da zona Schengen". 

No comunicado da IMES há uma passagem ambigua. É o que diz que: " Para que o visto tenha validez em todos os países da zona Schengen, a primeira entrada se tem que produzir pela Alemanha" Este detalhe a primeira vista parecia algo redundante. Não tinha muito sentido, já que somente havia um tipo de visto Schengen. Mas se se tem em conta que os membros da embaixada da alemanha haviam comentado que com o visto " se podia entrar na Alemanha, mas não se podia sair a outros países", a explicação explícita da IMES parece ter mais sentido, deixando a ambiguidade da embaixada alemã de lado.

Alemanha se desculpa

O responsável do Departamento de Imprensa da Embaixada teutona, Wolfgang Spliesgart, agradeu a redação de snc sua ajuda na hora de solucionar a problemática e se desculpou pelos mal entendidos que surgiram. Spliesgart reconheceu a culpa da embaixada e declarou que os funcionários que ofereceram informações errôneas e iniciaram processos equívocos já estão à par das novas circunstâncias.

Em 08 de junho, o responsável da imprensa, inclusive emitiu um comunicado por escrito, e segundo suas próprias palavras, " os empregados da embaixada do Departamento de Vistos ofereceram até o dia de hoje informações e comentários errôneos, e que os comunicados da IMES, pese a não coincidir com a visão da Embaixada da Alemanha, que se acercam mais da verdade". Mas, qual há sido o mal entendido que trouxe todo esta confusão? Spliesgart deixou claro que a relação a solicitação do visto Schengen não se produziu mudanças. Para obter o visto tem que charmar o numero 0901 577 077 e marcar uma entrevista. O prazo de espera é de até tres meses e para poder entrar na Alemanha é imprescindível ter um convite. E quando a carteira fronteiriça, já está vencida não serão prorrogáveis . De todas as formas, quem tem uma carteira com validez, poderá prorrogar-la por outros dez anos.

Onde se poderá prolongar as carteiras que já não são vigentes? Esta é a pergunta que snc fez a Spliesgart depois de ler o comunicado oficial da Embaixada e ai se contestou, outra vez por escrito, que essa era tarefa dos Controles dos Cidadãos (Einwohnerkontrollen).

O funcionário Alemão assegurou que, pese as declarações da IMES, somente existe um tipo de visto Schengen. A IMES está errado neste sentido. Não é verdade que os imigrantes que pedem ao visto Schengen tem primeiro que entrar na Alemanha para que o visto tenha validez. É tambem incorreto crer que com este visto somente se podem entrar na Alemanha e não nos outros países da zona Schnegen.

Finalmente,necessitam os extracomunitários que vivem nas zonas fronteiriças um convite para entrar na Alemanha? Sim ou Não?

O porta voz para os meio sde comunicação da embaixada da alemanha na Suiça, Wolfgan Spliesgart, em um primeiro momento assinalou que os extracomunitários residentes nas zonas fronteiriças tinham que pedir um visto Schengen para cruzar a fronteira e que dependem de cada caso concreto se pediriam um convite ou não. Através desta explicação, snc fez a seguinte pergunta: Se eles pedirão aos extracomunitários que vivem nas zonas fronteiriças e que tenham a sua carteira fronteiriça vencida, mas que querem seguir comprando na Alemanha, um convite expresso para obter o visto Schengen? Já a contestação deSpliesgart foi a seguinte: " Em vez de apresentar um convite se poderá mostrar a carteira fronteiriça vencida que o portador reside na zona de tráfico fronteiriço e teve a carteira até determinada data".

Com estas palavras, o portador da embaixada avaliou oficialmente as informações da IMES, segundo as quais "os residentes extracomunitários das zonas fronteiriças com a Alemanha terão a possibilidade de possuir um visto acelerado". Ou seja, que não terão que apresentar nenhum tipo de convite.

O caos chaga ao seu fim

Graças as declarações oficiais do porta voz da embaixada a snc, o problema chegou ao fim. Ato seguido se recopilaram os pontos chaves do assunto, confirmados oficialmente pela Embaixada da Alemanha em Berna: 

  • As pessoas extracomunitarias, por exemplo de nacionalidade turca ou de qualquer país da ex-Yugoslávia, que vivam em zona fronteiriça com Alemanha poderão obter um visto acelerado. Esta aceleração se deve a que os solicitantes não terão que apresentar um convite.

  • Para obter este privilégio, chega como mostrar a carteira fronteiriça vencida ou, com defeito, uma justificação das Autoridades suiças conforme a pessoa que foi um dia portadora da carteira. Aquelas pessoas que nunca hajam tido a carteira poderão adquirir o visto se mostram um extrato do registro que certifique que estão vivendo em uma zona fronteiriça.

  • Para obter o visto, segue sendo imprescindível pedir uma entrevista na embaixada através do seguinte número de telefone: 0901 577 077. Neste sentido não se há conseguido nenhuma vantagem, já que o prazo de espera para obter o visto segue sendo de tres meses.