snc
português:
arlete f. kaufmann
"As
pessoas estrangeiras pertencentes a terceiros Estados (como por
exemplo os da Turquia, dos países da ex-Yugoslavia) que habitam
nas zonas fronteiriças com a Alemanha podem pedir desde agora em
diante um visto especial com processo acelerado na Embaixada da
Alemanha. Este visto, que segundo o estatutos do imigrante, pode
chegar a ter uma validade de 5 anos, permite a entrada a qualquer
país da União Européia que pertença a área Schengen, ja que a
saida da Suiça sempre se tem que realizar pela Alemanha".
Estas
são as palavras textuales que apareceram no boletim de imprensa
de 11 de março no Departamento Federal para Imigração,
Integração e Emigração (IMES) referente ao tema dos vistos com
processo acelerado. A IMES indicou que o visto especial já estava
a disposição dos usuários e que se podia pedir uma entrevista
na Embaixada da Alemanha para solicitar-lo através do seguinte
número de telefone: 0901 577 077.
A
Alemanha surprende a todos: Não se elimina o visto Schengen,
somente a carteira fronteiriça
Os
cidadãos estrangeiros que residem na Confederação Helvética e
que não procedem de nenhum país da União Européia estão
pedindo faz tempo que se elimine para eles o visto Schengen, daí
é que a Alemanha decidiu no último agosto "eliminar as
carteiras fronteiriças, mas não o visto" a surpresa foi
enorme. Os imigrantes extracomunitários que vivem nas zonas
fronteiriças com a Alemanha tiveram uma decepção. Agora, para
realizar uma simples compra do outro lado da fronteira, havia que
solicitar o visto Schengen.
Um
visto sem nenhuma lógica
Depois
de tomar esta surpreendente decisão, as pessoas que chamaram a
embaixada da alemanha para pedir uma entrevista para solicitar o
visto perderam bastante dinheiro.Os solicitantes tiveram que
esperar tanto tempo ao telefone que as faturas chegaram até os
100 francos. Sob estas circuntâncias, ficou claro que o visto
Schengen não era a solução adequada para aquelas pessoas que
somente queriam passar a fronteira para comprar "um pouco
mais barato". Ademais, a coisa não somente consistia em
esperar durante meses para obter uma entrevista, os responsáveis
da Embaixada da Alemanha em Berna pediam aos solicitantes um
convite expresso da Alemanha para chegar ao país. E a pergunta
que nos vem a cabeça é: Como se pode conseguir um convite para
ir as compras na Alemanha? Porque uma coisa está clara, um
simples papel escrito por um comerciante da região fronteiriça
alemã que diga: "convido ao portador deste escrito a
prosseguir comprando em meu local suas salsichas, suas pimentas e
o queijo de cabra" não se considerará de nenhuma maneira um
convite formal.
Um
gol na própria porta
A
postura deste assunto na Alemanha se pode pegar como uma piada de
mal gosto. E o gracioso é que o tiro saiu pela culatra, já que a
causa da eliminação da carteira fronteiriça, a avalanche de
compradores da Suiça chegou ao seu fim, e as consequências para
a economia da zona fronteiriça teutônica foram consideráveis.
Reações dos leitores. O comunicado de imprensa do IMES de dizia
que as pessoas extracomunitárias que viviam perto da fronteira
alemã podiam pedir um visto Chengen com processo acelerado foi
traduzido por snc em turco, albanês, curdo e serbio-croata, mas
as esperanças dos imigrantes vieram a baixo poucos dias depois e
as lamentações não se fizeram esperar. Muitos chamaram ou
escreveram a redação dizendo que a embaixada da alemanha não
confimava a informação e alguns pusaram inclusive em entreditos
a credibilidade da agência Soliday News Centre (snc). Os
periódicos e as revistas turcas tambem tiveram que suportar as
mesmas queixas e ao editor do jornal turco Merhaba, Bektas Petek,
não restou-lhe outro remédio que voltar a publicar integralmente
a nota oficial da IMES para tirar as dúvidas a seus leitores. O
mais surpreendente de todas as formas era que os membros da
embaixada da alemanha ofereciam distintas informações aos
solicitantes de visto. A alguns foi dito que a carteira
fronteiriça seguia vigente, a outros que já não tinha validade
e a outros terceiros se comentou que o visto de processo acelerado
somente valia para a Alemanha. Pouco depois se descubriu que
alguns dos empregados da embaixada não tinham nem a mais remota
idéia de como andava o processo. A alguns dos imigrantes se
indicou que tinham trazer à entrevista um convite expresso, e a
outros se comentou que "não seria mal" se pudessem
conseguiria. Quem inventa coisas? Os imigrantes ou os membros da
Embaixada? Chegou um momento em que os redatores da snc se deram
conta de que era impossível que tantos imigrantes inventassem a
mesma história. No período de um mes, a redação da snc chamou
40 vezes, e em diferentes dias da semana, o número para
informação e entrevistas da Embaixada da Alemanha em Berna, é
dizer, ao citado número 0901 577 077. Logicamente os redatores
nunca chamaram como periodistas, senão como simples imigrantes,
residentes na zona fronteiriça, e que queriam obter informação
sobre o visto especial. Os empregados da embaixada confirmaram
totalmente as queixas dos imigrantes. No caso todas as 40 chamadas
que se efetuaram, a informação que se oferecia era distinta. Na
conclusão, as chamadas ao serviço de informação da embaixada,
com um custo de 3 francos por minuto, somente transmitiam aos
imigrantes informações errôneas e a maior confusão. Quem disse
a verdade? o IMES ou a embaixada da alemanha? Stephan Häberli e
Wolfgang Spliesgart tem sido as pessoas chaves para chegar ao
fundo desta questão e encontrar uma solução. Por parte da
Suiça, e na representação do IMES, Häberli é a pessoa
encarregada de oferecer a informação oficial. Spliesgart, ao
contrário, está a frente do Departamento de Imprensa da
Embaixada da Alemanha em Berna. Em um primeiro momento, Stephan
Häberli declarou que as informações oferecidas pelo IMES eram
verídicas e o problema estava na parte alemã. Outros empregados
do IMES avaliaram esta postura alegando que o problema estava
resolvido com a anulação da carteira fronteiriça. A partir
deste instante a solução estava em um visto acelerado, sem
convite, para todas aquelas pessoas extracomunitárias que viviam
nas zonas fronteiriças. Os representantes do IMES assinalaram que
os comunicados do organismo federal sempre se realizam por escrito
e "se houvesse uma ratificação, tambem se faria por
escrito".
Em
que ficamos? "Primeiro se tem que produzir a entrada pela
Alemanha" ou "com este visto podem entrar na Alemanha,
mas não em outro país da zona Schengen".
No comunicado da
IMES há uma passagem ambigua. É o que diz que: " Para que o
visto tenha validez em todos os países da zona Schengen, a
primeira entrada se tem que produzir pela Alemanha" Este
detalhe a primeira vista parecia algo redundante. Não tinha muito
sentido, já que somente havia um tipo de visto Schengen. Mas se
se tem em conta que os membros da embaixada da alemanha haviam
comentado que com o visto " se podia entrar na Alemanha, mas
não se podia sair a outros países", a explicação
explícita da IMES parece ter mais sentido, deixando a ambiguidade
da embaixada alemã de lado.
Alemanha
se desculpa
O
responsável do Departamento de Imprensa da Embaixada teutona,
Wolfgang Spliesgart, agradeu a redação de snc sua ajuda na hora
de solucionar a problemática e se desculpou pelos mal entendidos
que surgiram. Spliesgart reconheceu a culpa da embaixada e
declarou que os funcionários que ofereceram informações
errôneas e iniciaram processos equívocos já estão à par das
novas circunstâncias.
Em
08 de junho, o responsável da imprensa, inclusive emitiu um
comunicado por escrito, e segundo suas próprias palavras, "
os empregados da embaixada do Departamento de Vistos ofereceram
até o dia de hoje informações e comentários errôneos, e que
os comunicados da IMES, pese a não coincidir com a visão da
Embaixada da Alemanha, que se acercam mais da verdade". Mas,
qual há sido o mal entendido que trouxe todo esta confusão?
Spliesgart deixou claro que a relação a solicitação do visto
Schengen não se produziu mudanças. Para obter o visto tem que
charmar o numero 0901 577 077 e marcar uma entrevista. O prazo de
espera é de até tres meses e para poder entrar na Alemanha é
imprescindível ter um convite. E quando a carteira fronteiriça,
já está vencida não serão prorrogáveis . De todas as formas,
quem tem uma carteira com validez, poderá prorrogar-la por outros
dez anos.
Onde
se poderá prolongar as carteiras que já não são vigentes? Esta
é a pergunta que snc fez a Spliesgart depois de ler o comunicado
oficial da Embaixada e ai se contestou, outra vez por escrito, que
essa era tarefa dos Controles dos Cidadãos (Einwohnerkontrollen).
O
funcionário Alemão assegurou que, pese as declarações da IMES,
somente existe um tipo de visto Schengen. A IMES está errado
neste sentido. Não é verdade que os imigrantes que pedem ao
visto Schengen tem primeiro que entrar na Alemanha para que o
visto tenha validez. É tambem incorreto crer que com este visto
somente se podem entrar na Alemanha e não nos outros países da
zona Schnegen.
Finalmente,necessitam
os extracomunitários que vivem nas zonas fronteiriças um convite
para entrar na Alemanha? Sim ou Não?
O
porta voz para os meio sde comunicação da embaixada da alemanha
na Suiça, Wolfgan Spliesgart, em um primeiro momento assinalou
que os extracomunitários residentes nas zonas fronteiriças
tinham que pedir um visto Schengen para cruzar a fronteira e que
dependem de cada caso concreto se pediriam um convite ou não.
Através desta explicação, snc fez a seguinte pergunta: Se eles
pedirão aos extracomunitários que vivem nas zonas fronteiriças
e que tenham a sua carteira fronteiriça vencida, mas que querem
seguir comprando na Alemanha, um convite expresso para obter o
visto Schengen? Já a contestação deSpliesgart foi a seguinte:
" Em vez de apresentar um convite se poderá mostrar a
carteira fronteiriça vencida que o portador reside na zona de
tráfico fronteiriço e teve a carteira até determinada
data".
Com
estas palavras, o portador da embaixada avaliou oficialmente as
informações da IMES, segundo as quais "os residentes
extracomunitários das zonas fronteiriças com a Alemanha terão a
possibilidade de possuir um visto acelerado". Ou seja, que
não terão que apresentar nenhum tipo de convite.
O
caos chaga ao seu fim
Graças
as declarações oficiais do porta voz da embaixada a snc, o
problema chegou ao fim. Ato seguido se recopilaram os pontos
chaves do assunto, confirmados oficialmente pela Embaixada da
Alemanha em Berna:
-
As pessoas extracomunitarias, por exemplo de
nacionalidade turca ou de qualquer país da ex-Yugoslávia, que
vivam em zona fronteiriça com Alemanha poderão obter um visto
acelerado. Esta aceleração se deve a que os solicitantes não
terão que apresentar um convite.
-
Para
obter este privilégio, chega como mostrar a carteira fronteiriça
vencida ou, com defeito, uma justificação das Autoridades
suiças conforme a pessoa que foi um dia portadora da carteira.
Aquelas pessoas que nunca hajam tido a carteira poderão adquirir
o visto se mostram um extrato do registro que certifique que
estão vivendo em uma zona fronteiriça.
-
Para
obter o visto, segue sendo imprescindível pedir uma entrevista na
embaixada através do seguinte número de telefone: 0901 577 077.
Neste sentido não se há conseguido nenhuma vantagem, já que o
prazo de espera para obter o visto segue sendo de tres meses.