Os resultados eleitorais de 19 de outubro ao Conselheiro
Nacional ergueram o Partido Popular da Suiça (SVP), com um 26,6 ,
como a força politica com maior representação da Alta Câmara,
incluso com os Socialdemocrátas do SPS. Estas cifras
colocam em perigo a continuidade da denominada “Fórmula mágica”,que
consiste em que o Partido Social Democráta (SPS), o Partido
Democrático-Cristão(CVP) tenham dois conselheiros e o Conselho
Federal, respectivamente, e o SVP somente um.
Os populares do SVP se opõe
determinantemente a esta formula e veêm reivindicando um segundo
conselho desde as eleições gerais do Conselho Nacional de 1999,
em que o partido elegeu a ser a segunda força na Alta Camara.A
parte de que o conselheiro atual, Samuel Schmid, criticado desde
dentro do partido por não representar adequadamente os interesses
do SVP, os populares representam como segunda opção o
multimilionário empresario Christoph Blocher.
Seguramente um dos politicos mais
conhecidos na Suiça nestes momentos.
Serpentinas políticas
O presidente do SVP, Ueli Maurer,
já avisou na noite das eleições que seu partido não logra
obter este segundo conselheiro, na pessoa de Christoph Blocher,
retirará ao atual conselheiro, Samuel Schmid, do Governo do país
e todo o partido se unirá em bloco para exercitar a oposição.
Neste sentido, o FDP, que tem que
substituir ao retirado Kaspar Villiger, e grande parte dos
deputados do SPS no que se opõem ao Segundo conselheiro seria o
partido mais débil, ou seja, o CVP.
Os socialistas, sem dúvida, não
aceitam a Christoph Blocher como candidato. Segundo eles, o
multimilionário peça de populismo de direita, racismo e carencia
de adaptabilidade a uma estrutura colegial. Por outra parte, os
do CVP, lógicamente, não querem perder seu segundo conselheiro e
vão utilizar a base do Conselho dos Estados, 15 cadeiras, a força
com maior representação, para salvar seus interesses.
O dilema burguês
Grande parte das bases do CVP dão
já que o partido vai perder um conselheiro,os líderes do grupo
resistem a esta idéia e argumentam que o Conselheiro Federal não
é somente a representação dos votos ao Conselho Nacional, senão
o reflexo de um consenso político. Para eles, é evidente que o
FDP se posicionou a
direita e aclaram que o centro se viria tremendamente debilitado
se ao finalo CVP perde o conselheiro. É por isto que os democrático-cristãos
pedem ao FDP que renuncie a um conselheiro.
Até agora, há que decider que o
sistema de governo suiço se baseou na concordância, de aí na Fórmula
Mágica,e no em cálculos aritméticos. O SPS, por exemplo, apesar
de ter os votos suficientes,teve que esperar bastante tempo para
poder estar representando o governo do país. E o dito, se o
Conselho Federal fosse a representação exata da divisão de
votos em Conselho Nacional, o SVP deveria obter o segundo
conselheiro em 1999.
Na luta do CVP
Não é somente o partido do CVP
que luta por manter seu poder e sua influência, são sobre tudo
seus atuais conselheiros, Ruth Metzler e Joseph Deiss, os últimos
que querem perder seus postos. A ministra da Justiça e o Ministro
da Economia, sem dúvida, não são os pontos fortes do Governo.
Deiss, um tecnocrata proveniente da academia, é considerado
destes círculos politico-economicos pouco inovador e mediocre,
apesar que Metzler, apresentada faz quatro anos como um sopro de
ar fresco para o Conselho, vem mostrando poucas qualidades para
fazer politica e chamou negativamente a atenção há poucas
semanas no caso dos serviços secretos turcos, quando se juntou ao
presidente Couchepin(FDP) injustamente contra a ministra do
Exterior, Calmy-Rey, rompendo o código da confiabilidade nos
escritos colegial. Nestes momentos está no ar qual dos
conselheiros desejará seu posto. A permanencia dos inverossímeis,
a não ser que o SVP não consiga ao final seu segundo conselheiro
e se retire em bloco da oposição.
O FDP busca
sucessor para Villiger
O FDP perdeu mais votos nas eleições
de outubro que o CVP, pois segue sendo a terceira força política
no Conselho Nacional e
é muito improvável que perca seus
dois conselheiros no Conselho
Federal, mesmo que é certo que o ministro do Interior o
Presidente do Governo, Couchepin, não tem todas as simpatias que
se esperavam e tambem
não se sabe bem quem vai substituir ao retirado Villiger. Os
democráticos livres apresentam como candidatos a Christine
Beerli, a outra conselheira dos Estados, a Hans-Rudolf Merz,
tambem este disputando da Camara Baixa. Os dois são polícos válidos,mesmo
que Beerli parte com vantagem. Seu nomeamento dependerá muito da
ajuda de Ruth Metzler, mesmo que sería duvidoso que a Assembléia
Federal Unida votasse a tres mulheres para o Governo do país.
Os socialistas e os verdes partem
com distintos objetivos
Os que são inquestionáveis e os
de direito dos Sociais Democrátas a seus dois conselheiros. O SPS
conseguiu mais nas eleições passadas ao Conselho Nacional
e tres no Conselho dos Estados. Os socialistas não discutem o direito do SVP a um Segundo
conselheiro, mas se opõe a que este tenha que ser Blocher. Aqui
temos uma das chaves das votações: saber se SPS
vai levar esta negativa até ao final. Parece mais que provável
que os socialistas, os verdes, o CVP e outros deputados de outras
formações podem impedir o nomeamento de Blocher.
Os Verdes , que ganharam quatro
deputados no Conselho Nacional e se convertem na quinta força
politica do pais, mesmo que não tenham ambições sérias para o
Conselho Federal, mas anunciaram que se opõem categoricamente a
candidatura de Christoph Blocher, e em caso de que o SVP se retire
da oposição,não duvidarão em presentear um candidato ao posto
vago do conselho federal .
Tudo está aberto
Os expertos em política estão
todos de acordo: em 10 de dezembro pode passar de tudo. É decidir, dois conselheiros para o SVP, em detrimento do CVP, manter a Fórmula
Mágica inclusa no SVP no papel da oposição e um Conselho
Federal com participação dos Verdes. Há que se ver também se o
SVP mantem a candidatura de Blocher até o final. Sempre pode
dar-se o caso de que o Blocher se retire no transcurso das votacões
e ofereça o posto a um companheiro ou companheira de partido, ao
que este último é improvável, já que os líderes do partido
disseram que não tem nehuma mulher preparada ao posto de
conselheira federal. Mas é justamente esta afirmação a que
desconcertam aos analistas, pois ao que parece que o SVP mantem a
conselheira do Governo do Cantão de Zurique, Rita Fuhrer, como opção
de última hora.
Rita Fuhrer tem um caráter forte
e pragmático e sua experiencia em trabalhos de executiva está
contrastado, que seja uma candidatura que levante simpatias em
outros partidos. Se finalmente o SVP se inclinasse por Fuhrer, as
possibilidades de Christine Beerli se veriam reduzidas.