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A Suiça segue a tendência global na

violação dos Direitos Humanos

A Informação 2004 da Anistía Internacional (AI) critica duramente as Forças de Ordem da Confederação Helvética pelos maus tratos as estrangeiras e aos estrangeiros e empregar uma excessiva dureza nas manifestações, sobre tudo naquelas que diz respeito aos encontros da G-8. A organização em pró dos Direitos Humanos se mostra também muito preocupada pelas restrições no campo do direito de asilo e pelas palavras xenófobas que se puderam escutar na campanha eleitoral ao Parlamento do último outono. Se isto não fosse suficiente, AI adverte que a violência de gênero, pese as novas medidas legais, segue sendo um problema grave na Suiça.

snc português: arlete f. kaufmann

LONDRES/BERNA. A informação 2004 da organização não governamental, Anistia Internacional, critica a Confederação Helvética pelo sitemático maus tratos de pessoas e a utilização de vexações racistas em controles policiais e detenções. A informação faz sobre tudo referência aos policiais no último julho nos centros de asilo do Cantão Glarus. No transcurso da operação, os solicitantes de asilo foram atados de pés e mãos, e puseram uns capuços e os agentes se dedicaram a tirar-lhes fotos em estado de semi despido ou integralmente despido.

A Polícia de Genebra utilizou por sua vez excessiva e desproporcionada violência, tanto em uma reunião da OMC em março, como na reunião da G8 que aconteceu em junho. Além disso, em muito Cantões da Suiça, a Polícia utiliza pequenas descargas elétricas para imobilizar aos presumidos deliquentes. Estas pistolas, segundo AI, são extremamante perigosas para as saúdes dos presos.Mais críticas tiveram em relação a violência de gênero, inclusive o Comitê da ONU para a Erradicação da Discriminação da Mulher mostrou sua preocupação pelas dimensões da violência na Suiça, pelo tráfico de mulheres e garotas e "pelo grande número de casos de ablações em garotas imigrantes de origem africana".

Desde uma perspectiva global, os direitos humanos e o direito internacional nunca haviam sido tão sistemáticamente violados nos últimos 50 anos como no ano passado. As bases do direito internacional e os instrumentos do comércio global foram enterrados pelos governos mais poderosos do planeta e se sacrificaram os Direitos Humanos a favor de maior segurança, se diz desde a ONG. " Os governos perderam toda perspectiva moral, se sacrificam cegamente os Direitos Humanos em sua busca em proteger a população", comenta Irene Khan, a secretária geral da Anistía Internacional.

" A política de segurança que se aplica no mundo inteiro, e que conta com a liderança dos Estados Unidos, perdeu seus objetivos e amedrontado os seus principios. A vulneração do Estados de Direito no próprio país e o ignoro sistemático de delitos fora das próprias fronteiras deram de maneira extrema a paz e a justiça e fizeram deste mundo um lugar perigoso", afirma Khan.

A Informação de AI 2004 recolhe violências dos Direitos Humanos em 155 países e documenta com profundidade os assassinatos ilegais de pessoas civis no Iraque cometidos pelas forças de ocupação e os grupos armados insurgentes. No Iraque, assim como na base americana de Guantánamo em Cuba, como em Afgenistão e outros lugares, os E.U. e seus aliados mantem cem prisioneiros em condições lamentáveis. Segundo numerosas testemunhas presenciais, os prisioneiros são torturados e maltratados, estão em cativeiros sem cargos aparentes e sem direito a juiz e nem advogado, com o qual se nega de maneira absoluta as proteções que estabelece a Convenção de Genebra para os prisioneiros de guerra.

Justamente neste momentos AI Suiça está desenvolvendo uma campanha para colocar freio a esta situação no Iraque. Os ativistas da organização dividem por todo o território helvético cartões aos caminhantes dirigidas a embaixada dos E.U. em Berna.Nelas o destinatário exige as autoridades estadounidenses que estabeleçam uma investigação independente para todos os casos de tortura que se há produzido em Iraque com o fim de levar a juizo a todos os responsáveis desta barbarie.

Anistia Internacional condena da mesma maneira as ações terroristas dos grupos armados da insurgência iraqui, que contam com o apoio da rede Al-Qaida. Estas atrocidades são graves perigos para a segurança da população mundial, já que, como explica AI, os ataques contra pessoas civis e instituições como a ONU e Cruz Vermelha, que se esforçam para melhorar o nível de vida da população local, não fazem outra coisa que atacar as bases do direito internacional.

A "guerra contra o terrorismo" e a guerra contra Iraque desencaderam uma nova onda de violações do Direitos Humanos e desviaram a atenção de velhos conflitos. Na sombra ficaram guerras civis como na Colombia, Nepal, a República Democrática do Congo, no Sudão, Chechenia e outros países, já que a aspiral de violência em Israel e territórios ocupados palestinos se endureceram. " Ao mesmo tempo que os governos se preocupam pelas armas de destruição massiva em Iraque, passavam por alto as verdadeiras armas de destruição massiva como são a vulneração do Estado de Direito, a deliquência, a pobreza, a discriminação, o racismo, o comércio sem controles de armas curtas, a violência contra a mulher e o maus tratos com as crianças", setenciou Irene Khan.

Pese a esta análises desalentadora, Anistia Internacional segue confiando na sociedade civil para forçar uma mudança no cumprimento dos Direitos Humanos e criar um mundo melhor. Os milhões de pessoas que se manifestaram nas ruas em todo o mundo em mostra de solidariedade com o povo iraquiano antes da invasão, as espanholas e espanhoes que se manifestaram, depois dos atentados em Madri de 11-M, pelo respeito dos principios humanitários e os ativistas de todo o mundo que se congregaram no Fórum Social Mundial de Porto Alegre (Brasil) são somente uma amostra da força que tem o movimento global pela justiça.

"Os Direitos Humanos são importantes, porque nos oferecem uma idéia poderosa e irrevogável de um mundo melhor e mais justo, e porque nos ensinam o caminho a seguir para a realização e implantação destes valores fundamentais", salientou Irene Khan.