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Christoph Blocher - Ruth Metzler-Arnold

(foto: Serviço Fotográfico do Conselho Federal)

 

O Governo da Suiça toma um giro a

direita

Com a presença de Christoph Blocher (SVP) no Conselho Federal e a retirada de Ruth Metzler (CVP) do mesmo, a balança do poder na Suiça se inclina assim a direita. Por outra parte, Hans-Rudolf Merz será o encarregado de substituir a Kaspar Villiger na representação do FDP.

snc

reportagem: niklaus freundlieb

português: arlete f. kaufmann

BERNA. (10.12.03) Depois das eleições gerais de 19 de outubro, em que o Partido Popular da Suiça(Schweizerische Volkspartei, SVP), com uma clara inclinação a direita, logrou superar com 26,6% dos votos ao Partido Socialdomocráta (Sozialdemokraten, SPS) como facção com maior representação no Conselho Nacional, se dissolve a Fórmula Mágina de 1959, segundo a qual o Conselho Federal, é dizer, que o Governo do país estaría formado por dois conselheiros do SPS, dois do Partido Democrático Livre (Freisinnig- Demokratischen Partei, FDP), dois para o Partido Popular Democrático-Cristã (Christlichdmokratischen Volkspartei, CVP) e sómente um para o SVP. A partir de agora o CVP cederá um dos seus conselheiros no órgão executivo, neste caso Ruth Metzler, ao SVP.

O novo Conselho Federal da Suiça estará formado logo por: Moritz Leuenberger (continua; SPS), Micheline Calmy-Rey (continua;SPS),Christoph Blocher (novo; SVP),

Samuel Schmid (continua; SVP), Pascal Couchepin (continua;FDP), Hans-Rudolf Merz (Nuevo;FDP) e Joseph Deiss(continua; CVP).

Votações fáceis, de acordo ao ambiente prévio

Sabemos que antes das votações se especulava com numerosas possibilidades e se comentava que estas eram as votações ao Conselho Federal mais emocionantes,

No final tudo saiu mais ou menos segundo o previsto. Os resultados eletoirais de outubro, que mudou o panorama politico do país, se viram reflagados na configuração do novo Governo. A ameaça do SVP de retirar-se em bloco da oposição, se Christoph Blocher  não fosse elegido, foi determinante no desenlace final. Deixar fora do governo o partido mais votado pelos cidadãos era como trazer consigo um ambiente politico demasiado tenso no país.

Pela primeira vez em 130 anos,o conselheiro ou conselheira federal tem que retirar-se do cargo. Até agora a ministra da Justiça, Ruth Metzler, do CVP foi quem teve que passar por maus momentos. Os democrático-cristãos,lutaram até ao último momento por manter seu segundo conselheiro no Governo. Mas a aliança do poder

entre eles Socialistas eos Democráticos-Cristãos se viram abaixo. Estes dois partidos não conseguiram mobilizar os suficientes deputados para votar contra Blocher. A decisão esteve ao melhor nos votos da Extrema Esquerda. Este punhado de votos houvesse sido suficiente para Ruth Metzler,a opção que preferiam os Socialistas, mas a esquerda radical optou um voto de castigo contra ao SPS,votou em branco, e Blocher se saiu com a sua.

Com a eleição de Hans-Rudolf Merz, que ganhou a batalha a sua companheira de partido Christine Beerli, senta-se no Governo outro conselheiro que defende a economia de Mercado. Ademais, agora somente fica Calmy-Rey como representante do sexo femenino no oórgão executive  máximo do país.

Os atuais conselheiros, com exceção de Metzler, não tiveram problemas para revalidar seus postos. Surpreendente tem sido a confiança que mostraram os deputados

na Assembléia Geral a ministra do Exterior, Micheline Calmy, que, depois de Moritz Leuberger, seu companheiro de partido no SPS,a sido a conselheira com mais votos. Tudo parece indicar que as críticas de direita não conseguiram minar sua credibilidade.

Nova divisão

Como se comentou em vários lugares, com a substituição de um conselho do CVP por outro o SVP a política de centro perde a consistência. Como se viu nos últimos anos, o FDP, que em princípio tambem é de centro, se posicionou cada vez mais a direita, seguindo a linha do SVP. Com quatro economistas no Conselho Federal, a direita suiça, que se caracterizou por suas campanhas contra os estrangeiros e da União Européia, tem agora a maioria no Governo dos sete.

Ninguém discute a competência de Hans-Rudolf Merz, destacado acessor para empresários, e Christoph Blocher, empreendedor multimilionário, em aspectos econômicos, mas em circulos sociais e liberais teme-se que com a presença destes dois conselheiros se incline demasiado a balança,já não se busquem soluções consensuadas por todos os membros do “colégio”. A perspectiva economica pode ir  em detrimento dos socialmente mais débeis e dos anciãos. Outra ameaça que traz consigo este Conselho Federal é a criação de obstáculos no caminho da Europa. Tambem que neste sentido se deverá decider que a chegada da União Européia até Ankara se vê com um certo cepticismo também na população, e não somente na Suiça.

Não se  decidiu quem dos sete conselheiros estará a frente das distintas cadeiras. No domingo 14 de dezembro haverá uma reunião do Censelho Federal por completo e a divisão dos ministérios. Os conselheiros que renovam a legislatura tem preferência sobre os novos. Blocker e Merz já assinalaram que estão dispostos a exercer qualquer cargo, mas tambem não escondem a preferência de estar a frente dos Departamentos de Economia e Finanças.

Reações da população

Os resultados eleitorais de 19 de outubro mostraram uma Suiça muito polarizada em um âmbito politico. O centro perde em influência, já os de extrema, de esquerda e de  direita se reforçam cada vez mais.Neste sentido, os mais decepcionados com os resultados das votações ao Conselho Federal foram os trabalhadores organizados, os jovens em formação e as mulheres. Em circulos femeninos existe um descontentamento geral por haver somente uma mulher no Governo do pais. Em várias cidades se congregaram grupos de pessoas para protestar contra a formação do novo Conselho Federal.

Em linhas gerais, de todas as formas, a maioria da população está na expectativa por ver como se desenvolve o novo Governo, uma vez que a desaperecida a Fórmula Mágica. Muitos cépticos esperam po sua vez que, com sua inclusão no Governo, Christoph Blocher modere sua linguagem e abandone o estilo politico de extrema direita que tanto se caracteriza.

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(09.12.03)