BERNA.
Em 30 de janeiro de 2004 o autor principal de Informação
2003 da OCDE, Claude Giorno, e o responsável da Direção para
Política Econômica da Secretaria de Estado para Economia, Aymo
Brunetti, apresentaram a situação econômica e as políticas
neste sentido da Suiça em 2003. A análise comparativa entre
países da OCDE confirma os resultados do estudo do Departamento
Federal de Economia (EVD) sobre o crescimento econômico e ademais
estabelece uma quantificação dos efeitos das reformas
estabelecidas para aumentar a competência.
Aymo
Brunetti, cabeça da delegação suiça em exame por países da
OCDE, explicou que grande parte das sugestões da OCDE se
correspondem com os esforços que está levando a cabo a EVD. A
restrição da Lei de Monopólios se há compaginado com uma
abertura das profissões protegidas e de âmbito público. Apesar
de estar a um nível inferior em comparação com outros países,
a abertura de mercados nos setores rede tem sido progressiva. As
reestruturações segirão no setor da saúde e da agricultura.
Para o EVD, é sobretudo importante que se forme uma grande
colisão entre partidos, cantões e federações a favor da
consolidação das reformas para um maior crescimento econômico.
O
mais interessante da Informação 2003 e da OCDE
A
OCDE não se equivoca quando declara que a conjuntura econômica
nos últimos anos foi negativa. A economia da Suiça foi uma das
que mais se ressentiu da fraqueza econômica
internacional, se comparar com a dos outros países
industrializados. A OCDE, sem dúvida, somente lançou parte da
culpa da recessão a que setores internacionais chave, dos que
depende da economia helvética, foram os mais afetados por crises
mundiais. A principal razão da recessão suiça é, segundo a
OCDE, o estancamento da produtividade. Inclusive em 2004 em 2005
se prevê que a Suiça está colocada aos países industrializados
em quanto ao crescimento, com uma taxa de um 1,25%, ou como muitos
de 1,75%.
Dada
a conjuntura atual, a OCDE vê acertada a política econômica
expansiva do país. Há que manter uma política monetária aberta
até que se produza outro auge econômico.Se a inflação aperta
demasiado, com o franco suiço cada vez mais forte, a OCDE
recomenda ao Banco Nacional que esteje preparado a utilizar
instrumentos poucos ortodoxos, como a intervenção do mercado de
divisas. A OCDE vê com bons olhos a estratégia do Conselho
Federal de reduzir paulatinamente o déficit estrutural entre o
2004 e 2007. Um maior buraco nas finanças públicas seria
desaconselhável para superar a conjuntura em uma econômia
aberta, pequena, como a suiça.
Para
sanear ao largo dos cofres do Estado não somente necessitará de
um Programa de Poupança, como o de 2003, senão terá que levar a
cabo reformas básicas que possam impedir o aumento do gasto.
Neste sentido, e com uma população mais envelhecida, há que
começar a revisar o sistema de pensões. A eminente recuperação
econômica das pensões não é aconselhável com a atual
conjuntura, mas há que melhorar sua transparência e obsevação.
Os cortes em gasto público vão na
direção correta, assinala a OCDE, mas não são suficientes para
superar a debilidade econômica do país. Fazem falta mais
reformas.
Em
Informação 2003 a OCDE faz sobretudo fincar o pé que há que
explorar o potencial competitivo da economia. A principal causa do
estancamento no crescimento produtivo (com uma taxa media de um
0,5% desde 1990 até 2001) se encontra, segundo os expertos da
Organização, em uma escassa competencia em muitos setores, sobre
tudo nos setores internos. A competencia é muita baixa nas
industrias de rede de educação, a agricultura, as profissões
livres, nos serviços públicos, assim como o comércio exclusivo.
Reformas nestes campos poderiam levantar o produto Interior Bruto
da Suiça em tão somente 10 anos em uns 8%.
A
consequência desta tendência vai-se restringir mais na Lei
Anti-Monopolio. Para eles há que ampliar os recursos da WEKO
(Comissão para a Competência) e salvaguardar a independência
dos membros da Comissão. A OCDE pede por sua vez uma maior
abertura dos mercados suiços de âmbito internacional. A
proibição de importações, devido aos direitos de patente,
somente se deveriam aplicar em casos concretos e haveria que
começar a tablar negociações com a UE para introduzir o
principio de esgotamento regional no direito de patentes.
A
partir de estimular a competencia, a OCDE recomenda subir nos
saldos dos trabalhadores com maior idade, entre os 55 e os 64
anos, como tambem as mulheres, e reformar o sistema educativo
faria um uso mais eficáz de recursos. Finalmente, a análises
sobre política medioambiental resulta ser algo contraditório,
há que alcançar bons resultados na proteção da natureza
implica um maior gasto.