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Apresentação da Informação 2003 da

OCDE sobre a situação econômica

Suiça

As insuficientes reformas estruturais e a baixa competência impedem o crescimento econômico

A Suiça segue sendo um país relativamente rico, com uma taxa de desemprego baixo e preços estáveis. Pese a tudo, o mais que moderado crescimento produtivo traz quebras de cabeças para a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos). A recessão iniciada em 2001 vem pedindo a chegada iminente de reformas estruturais. A chave para alcançar uma maior produtividade está em reforçar a competência dos setores protegidos, e regular o inestimável acesso aos mercados. Se se conseguir estas reformas, o Produto Interior Bruto (PIB) do país escalará em 8% em um período de 10 anos.

snc português:

arlete f.kaufmann

BERNA. Em 30 de janeiro de 2004 o autor principal de Informação 2003 da OCDE, Claude Giorno, e o responsável da Direção para Política Econômica da Secretaria de Estado para Economia, Aymo Brunetti, apresentaram a situação econômica e as políticas neste sentido da Suiça em 2003. A análise comparativa entre países da OCDE confirma os resultados do estudo do Departamento Federal de Economia (EVD) sobre o crescimento econômico e ademais estabelece uma quantificação dos efeitos das reformas estabelecidas para aumentar a competência.

Aymo Brunetti, cabeça da delegação suiça em exame por países da OCDE, explicou que grande parte das sugestões da OCDE se correspondem com os esforços que está levando a cabo a EVD. A restrição da Lei de Monopólios se há compaginado com uma abertura das profissões protegidas e de âmbito público. Apesar de estar a um nível inferior em comparação com outros países, a abertura de mercados nos setores rede tem sido progressiva. As reestruturações segirão no setor da saúde e da agricultura. Para o EVD, é sobretudo importante que se forme uma grande colisão entre partidos, cantões e federações a favor da consolidação das reformas para um maior crescimento econômico.

O mais interessante da Informação 2003 e da OCDE

A OCDE não se equivoca quando declara que a conjuntura econômica nos últimos anos foi negativa. A economia da Suiça foi uma das que mais se ressentiu da fraqueza econômica internacional, se comparar com a dos outros países industrializados. A OCDE, sem dúvida, somente lançou parte da culpa da recessão a que setores internacionais chave, dos que depende da economia helvética, foram os mais afetados por crises mundiais. A principal razão da recessão suiça é, segundo a OCDE, o estancamento da produtividade. Inclusive em 2004 em 2005 se prevê que a Suiça está colocada aos países industrializados em quanto ao crescimento, com uma taxa de um 1,25%, ou como muitos de 1,75%.

Dada a conjuntura atual, a OCDE vê acertada a política econômica expansiva do país. Há que manter uma política monetária aberta até que se produza outro auge econômico.Se a inflação aperta demasiado, com o franco suiço cada vez mais forte, a OCDE recomenda ao Banco Nacional que esteje preparado a utilizar instrumentos poucos ortodoxos, como a intervenção do mercado de divisas. A OCDE vê com bons olhos a estratégia do Conselho Federal de reduzir paulatinamente o déficit estrutural entre o 2004 e 2007. Um maior buraco nas finanças públicas seria desaconselhável para superar a conjuntura em uma econômia aberta, pequena, como a suiça.

Para sanear ao largo dos cofres do Estado não somente necessitará de um Programa de Poupança, como o de 2003, senão terá que levar a cabo reformas básicas que possam impedir o aumento do gasto. Neste sentido, e com uma população mais envelhecida, há que começar a revisar o sistema de pensões. A eminente recuperação econômica das pensões não é aconselhável com a atual conjuntura, mas há que melhorar sua transparência e obsevação. Os cortes em gasto público vão na direção correta, assinala a OCDE, mas não são suficientes para superar a debilidade econômica do país. Fazem falta mais reformas.

Em Informação 2003 a OCDE faz sobretudo fincar o pé que há que explorar o potencial competitivo da economia. A principal causa do estancamento no crescimento produtivo (com uma taxa media de um 0,5% desde 1990 até 2001) se encontra, segundo os expertos da Organização, em uma escassa competencia em muitos setores, sobre tudo nos setores internos. A competencia é muita baixa nas industrias de rede de educação, a agricultura, as profissões livres, nos serviços públicos, assim como o comércio exclusivo. Reformas nestes campos poderiam levantar o produto Interior Bruto da Suiça em tão somente 10 anos em uns 8%.

A consequência desta tendência vai-se restringir mais na Lei Anti-Monopolio. Para eles há que ampliar os recursos da WEKO (Comissão para a Competência) e salvaguardar a independência dos membros da Comissão. A OCDE pede por sua vez uma maior abertura dos mercados suiços de âmbito internacional. A proibição de importações, devido aos direitos de patente, somente se deveriam aplicar em casos concretos e haveria que começar a tablar negociações com a UE para introduzir o principio de esgotamento regional no direito de patentes.

A partir de estimular a competencia, a OCDE recomenda subir nos saldos dos trabalhadores com maior idade, entre os 55 e os 64 anos, como tambem as mulheres, e reformar o sistema educativo faria um uso mais eficáz de recursos. Finalmente, a análises sobre política medioambiental resulta ser algo contraditório, há que alcançar bons resultados na proteção da natureza implica um maior gasto.